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Medicina de precisão é aliada no tratamento câncer de próstata

O câncer de próstata é um risco que necessita de toda a atenção do público masculino. Entre os homens, é o mais incidente e ocupa a segunda posição entre os que mais matam. Apenas entre 2019 a 2021, foram mais de 47 mil óbitos por este tipo de tumor, conforme dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. Apenas no ano passado, foram 16.055 mortes — cerca de 44 por dia.

Dra. Carolina Dutra, Oncologista da Clínica Soma

Embora essas informações sejam alarmantes, elas devem servir como um alerta para o diagnóstico e tratamento precoce da doença. A médica oncologista Carolina Dutra atua com este tipo de tumor na Clínica Soma, e alerta para a importância de manter uma rotina de exames para descobrir qualquer alteração a tempo. Segundo ela, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura deste tipo de tumor podem chegar a 90%.

Ainda, conforme a médica, a escolha de tratamento individualizada é o método mais adequado para combater a doença. Para se escolher a melhor opção, levam-se em consideração algumas particularidades de cada paciente.

— As características da doença (tipo celular, extensão e estágio) bem como as características clínicas do homem (suas comorbidades e idade) são avaliadas juntamente aos potenciais riscos dos tratamentos. Assim, é possível determinar para cada paciente, as terapias que obtêm as melhores chances contra a doença, preservando qualidade de vida e prioridades individuais — explica Carolina.

Medicina de precisão como aliada

A técnica de oferecer o tratamento mais preciso possível, com eficiência e custo-benefício, é conhecida como medicina de precisão. A personalização desde o início do tratamento permite entregar a solução exata conforme o momento da evolução da doença. Na oncologia, conforme explica Carolina, esse processo agrega testes que analisam as células tumorais, e assim, são capazes de identificar tratamentos que irão atingir de forma precisa o tumor de cada paciente.


Ela destaca as evoluções dos estudos genéticos, capazes de identificar, inclusive, alterações nos DNAs de cada paciente, já que homens com irmãos ou pais diagnosticados com câncer de próstata, especialmente em idade jovem, têm risco mais elevado de desenvolver a doença. As alterações genéticas que predispõem ao câncer de próstata também podem ser herdadas pelos filhos ou filhas do paciente, ressaltando a importância do diagnóstico do homem para a sua família.

— Estudos recentes sugerem que 8% a 10% dos diagnósticos de câncer de próstata avançado estão associados a alterações genéticas e predisposição familiar. Com isso, é possível através dos testes genéticos, alcançar um grande potencial para o diagnóstico precoce e diminuição da mortalidade — complementa.

Esse e outros avanços da oncologia possibilitam aos pacientes a esperança de um controle melhor e prolongado da evolução da doença, atingindo assim uma melhor qualidade de vida. A Dra Carolina enfatiza que, mesmo com a tecnologia médica, os exames de rastreamento — toque retal e PSA — não devem ser negligenciados.

Métodos de tratamento

Há algumas opções disponíveis conforme cada caso: na doença localizada na próstata, em que as possibilidades de cura são maiores, recomenda-se a retirada do órgão aliado com a radioterapia. Quando o câncer já atingiu a pelve, combinações e tratamentos que envolvem cirurgia, radioterapia e hormonioterapia são necessários. Mas, em casos de diagnóstico precoce, alguns pacientes podem se beneficiar de um protocolo rigoroso de acompanhamento sem tratamento, chamado de vigilância ativa.

— Cada uma das opções de tratamento possui suas vantagens e desvantagens. Antes de qualquer decisão, elas deverão ser discutidas de forma individualizada para que se chegue à melhor opção para cada paciente — avalia a médica.

Segundo ela, os profissionais especializados no assunto sempre fazem uma análise criteriosa para que, além de obter as melhores chances de combate à doença, consiga-se também preservar a qualidade de vida e as prioridades individuais. O mesmo é válido para casos mais avançados, com a diferença de que nestas situações, a cirurgia não costuma ser indicada e o tratamento é centrado na hormonioterapia que poderá ser associada à radioterapia, a novos agentes hormonais orais ou até à quimioterapia.

Atualmente, testes que analisam as células tumorais são capazes de identificar tratamentos que irão atingir de forma precisa o tumor de cada paciente e no tratamento do câncer de próstata, houve recentemente uma importante evolução neste sentido com a terapia-alvo molecular, que utiliza medicamentos que atacam especificamente as células cancerígenas, com base na identificação da mutação genética associada àquele tipo de tumor.


Fonte: Estúdio NSC

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