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Como fica a relação sexual após o câncer

A dor, o medo e as consequências causadas pelos tratamentos oncológicos trazem muitas dúvidas, inclusive como fica a relação sexual após o câncer. Mas, não precisa ficar com receio: boa parte das pessoas vivem os prazeres do dia a dia normalmente!

Claro que, quando se trata de atividades sexuais, vale a pena tomar alguns cuidados. Principalmente, no caso dos pacientes que passaram por algum tipo de condição nas partes íntimas, como o câncer de mama, de próstata ou cólon do útero.

Por esse motivo, é preciso aprender a aceitar e se sentir bem com o seu corpo, durante e após o tratamento do câncer. Afinal de contas, para voltar à normalidade, o primeiro passo é estar bem com você mesmo(a).

A jornada é diferente para cada paciente. Daí a importância de buscar apoio e informações que possam te ajudar a lidar com as mudanças mais facilmente.

O artigo de hoje é justamente sobre isso. Vamos mostrar um pouco como fica a relação sexual após o câncer e dar algumas dicas para você enfrentar esse momento da melhor forma possível!

Como é a relação sexual após o câncer de mama?

O câncer de mama pode causar inúmeras mudanças físicas, principalmente quando a mulher passa por uma mastectomia. Mesmo na quimioterapia e hormonoterapia, é possível que o interesse sexual das pacientes seja afetado, por conta das alterações hormonais.

Por essa razão, o primeiro passo é saber como lidar com a sua autoimagem. Vá com calma e tente buscar ajuda com outras pessoas que passaram pela mesma situação que você.

Quanto ao relacionamento, é necessário ter uma conversa franca com os parceiros ou parceiras. Expresse os seus sentimentos e tenha diálogos constantes. É importante que os casais tomem decisões juntos para fortalecer seus laços.

O câncer de mama pode ser uma experiência de crescimento para o casal. 

Caso tenha dúvidas, converse com o seu médico. Normalmente, os casais têm dúvidas sobre movimentos que podem machucar o local da mastectomia ou causar dor.

Como é a relação sexual após o câncer de próstata?

Nos homens, a dúvida recai sobre a relação sexual após o câncer de próstata. Por tratar-se de uma doença diretamente associada ao órgão sexual, é possível que o tratamento cause algumas alterações. Mas, isso não é uma regra.

Atualmente, existem alguns recursos capazes de tratar as doenças da próstata que preservam a potência sexual masculina.

A cirurgia mais impactante no comprometimento da sexualidade do homem é a prostatectomia radical. 

No caso das intervenções menores, como a RTU, as mudanças na potência sexual são bem raras. Elas causam, no máximo, a ejaculação retrógrada (ejaculação dentro da bexiga), ao invés de ser expelida.

Em geral, mesmo na prostatectomia radical, os pacientes estão aptos para voltar a ter relações sexuais a partir de 45 dias após a cirurgia, caso não ocorra nenhuma intercorrência. 

Logo após a retirada da sonda, o médico pode entrar com remédios orais (estimulantes sexuais), que servem como uma espécie de fisioterapia medicamentosa. A orientação é que o paciente comece aos poucos e se toque para perceber como será a relação sexual.

Sentindo-se bem na relação sexual após o câncer

O estresse emocional que o câncer e o seu tratamento podem causar juntam-se com a eventual necessidade de ter que lidar com algumas mudanças na aparência. 

Quando o paciente passa pela quimioterapia, há a perda de cabelo. No caso da mastectomia, a retirada da mama pode ser bastante impactante para a paciente. Tanto que, durante e após o tratamento, recomenda-se o acompanhamento psicológico.

Estar nessa condição pode ter um efeito profundo sobre como o paciente se vê e se sente. Porém, uma série de opções estão disponíveis para ajudá-lo a lidar com a perda de cabelo, como perucas, chapéus e lenços. Na mastectomia, há procedimentos para a reconstrução da mama.

Contudo, a reconstrução mamária nem sempre é uma opção viável para todas, havendo outras alternativas como a colocação de próteses de silicone ou simplesmente manter o resultado pós-cirúrgico.

É importante encontrar soluções para que você se sinta bem consigo mesmo(a) após o câncer. Por isso, o acompanhamento psicológico é fundamental para que você viva normalmente a sua relação sexual após o câncer.

As mudanças sexuais causadas pelo tratamento do câncer

As mudanças sexuais causadas pela quimioterapia são diferentes entre homens e mulheres. Nelas, a quimioterapia pode causar alterações nos ovários e causar mudanças no nível hormonal. Essas alterações podem antecipar a menopausa e causar falta de lubrificação vaginal.

Dentre os sintomas gerados pelo tratamento do câncer na relação sexual, podem ser citados, nas mulheres:

  1. falta de lubrificação vaginal;

  2. sintomas precoces da menopausa;

  3. estresse súbito, preocupação e depressão que comprometem as relações sexuais;

  4. ondas de calor;

  5. irritação desmotivada;

  6. interrupção do período menstrual ou ausência de menstruação;

  7. coceira vaginal;

  8. perda de interesse sexual.

Já nos homens, a quimioterapia também afeta os níveis hormonais, diminuindo o fluxo de sangue para o pênis e danificando os nervos que controlam o órgão. Como consequência, isso pode causar a impotência sexual.

Todas essas condições dependem de vários fatores, como os problemas que o paciente apresentou anteriormente, o tipo de quimioterapia que ele recebeu ou se ele já teve outra doença. A perda do apetite sexual pode ocorrer após um tempo significativo do término da quimioterapia.

Nos homens, as consequências do tratamento do câncer na vida sexual são:

  1. dificuldades em alcançar o clímax;

  2. dificuldade de ter ou de manter uma ereção;

  3. sentir-se muito cansado para ter uma relação sexual ou perda de interesse no sexo;

  4. sentir-se muito cansado, preocupado e deprimido para uma relação sexual.

As mulheres e os homens podem amenizar as mudanças na relação sexual após o câncer mantendo um diálogo franco com a sua equipe médica, no sentido de encontrar soluções para a condição. Esse apoio e suporte é essencial. 

As alternativas envolvem medicamentos, orientações para reduzir o estresse, como caminhadas, e orientação psicológica.

O mais importante é manter uma relação de clareza, honestidade e aceitar ajuda. Isso pode contribuir para o desenvolvimento de novas formas de demonstrar amor!

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